segunda-feira, 3 de junho de 2013

Consulta dos 12 meses

O que a pediatra diz VS O que eu ouço

"Ele já está quase a andar sem ajudas"
Vai-te preparando, hás-de correr este mundo e outro.

"Ele é um bebé muito curioso e atento, nunca nenhuma criança tinha descoberto esse fio aí solto, pois ele foi dar com ele."
Tem cuidado. Tem muito cuidado! Este miudo vai-te pregar sustos de morte!

"Deixe-o explorar a comida, brincar... É importante que desenvolva a capacidade de comer sozinho o quanto antes"
Muito merda vais tu limpar, filha! 

"Mas ele ainda bebe biberão á noite??? Mas sabe que ele já tem capacidade de fazer o jejum nocturno e o facto de continuar a engordar mostra que não tem fome, pode ser só o hábito..."
Estás a mimar a criança! E depois queixa-te que não dormes nada de jeito...

"Essa tosse seca e irritativa depois do biberão é refluxo- o estomâgo ainda está cheio do jantar e ele bebe o biberão apenas umas horas depois... É natural que tenha refluxo e que algum do leite lhe pinge na traqueia provocando irritação."
Eu não te avisei já que o estás a mimar?? Não é fome! É hábito! Se te oferecerem uma tablete de chocolate e não estiveres em dieta também não vais recusar, pois não?! 

"Ele já pode comer da comida dos pais."
Está na hora de cortar no sal. 

"Ele é uma criança tão dada, não estranha ninguém, nem a mim que lhe faço estas maldades todas"
O teu filho é uma " Maria-vai-com-todos"! 

"Não o leve já às vacinas, deixe ver se o nariz pára de pingar e se esta tossezinha se vai embora"
Cheira-me que vem lá outro bicho...É melhor começar a rezar! 

"Muito cuidado com as piscinas"
Está na hora de o inscrever na natação e de lhe comprar umas braçadeiras. 

"Ele é mesmo muito giro!"
O teu filho é o bebé mais lindo do mundo. 


E é isto que se retém da consulta dos 12 meses. 







Teste, um, dois...ainda está aí alguém?

Grandes férias estas minhas, ãh?! 
Não me vou alongar muito em explicações mas faltava-me a vontade, não tive nada de interessante para dizer. A minha vida resumiu-se, em grande parte, durante este período de afastamento dos meus divaganços, a estar em casa a cuidar do poço de vírus em que o meu filho se transformou durante 2 semanas, a desesperar porque queria bom tempo, depois desesperei porque ele chegou e eu estava "presa" em casa, depois vêm as neuroses e as birras, minhas e não do pequeno F. como seria expectável. Birras porque durmo pouco há demasiado tempo, porque me preocupo demais tentando manter o ar de descontração, porque trabalho menos do que devia, porque sinto o peso do mundo sobre as costas, porque tenho demasiados momentos para pensar em como podia fazer mais e melhor... Birras e mais birras, pronto!

Agora, de volta à normalidade, sinto falta de escrever e como durante este período de ausência tive reclamações por não andar aqui a fofocar, decidi por de lado as minhas dúvidas sobre se deveria ou não continuar a Divagar e vamos lá a isto.
Então e a vidinha, como corre? Corre bem, obrigadinha. 
O meu pequeno terrorista, assim apelidado pelas educadoras, está prestes a fazer 1 ano. UM ANO! Está eléctrico, prestes a andar pelo próprio pé, já tem 8 dentes, diz Adeus, bate palminhas ao som das músicas, fala pelos cotovelos (embora ninguém o entenda, lá chegaremos), chama por mim (Ma-mãaa) quando está aflito ou quando depois de uns minutos de choro decide jogar a última cartada, aquela a que nenhuma Mãe resiste e saí-lhe um Ma-mãaaa perfeitinho. Já foi à praia imensas vezes e eu já percebi que só voltarei a ter uns dias de praia alargatados, como eu gosto, quando ele estiver na adolescência. Até lá não sento o rabo na areia durante mais de 30 seg. Dou-me por feliz que ainda não tenho que correr atrás dele, e portanto não me abano que nem gelatina pelo areal, por agora ainda o alcanço com relativa facilidade sem me envergonhar. Ainda tenho uns meses para abater estes malditos quilos que assentaram arraias nas minhas ancas. 
Já sabe brincar, empurra carrinhos, balança o corpo quando os brinquedos cantam, abraça-se aos peluches e encosta a cabecinha, tal como faz connosco. É um doce, pá! Tenho o filho mais lindo do mundo. E que ninguém me corrija!

O trabalho também corre bem. Há muitos projectos em filinha indiana prontos para eu os tirar da gaveta e decidir fazer o que gosto, o que quero, sem medos e sem dúvidas. 
Já voltei a ter o peso que tinha antes de engravidar, o que não quer obrigatoriamente dizer que eu de momento seja uma sereia, que não sou. Ainda há aqui muito trabalhinho a ser feito. 
Em termos de dinâmica familiar e vida conjugal a coisa não está propriamente fácil. Há dias em que só nos apetece apertar o pescoço um ao outro. Cada um fala e não diz nada. Andamos ali entretidos com tretas e agora não há tempo para tretas! Eu não sei como é que há mulheres que têm filhos para prender os homens... ao fim de 1 ano chego à conclusão que são precisos quilos de Super Cola 3 para manter uma relação depois do nascimento de um filho. A paciência que tinhamos um para o outro tem agora que ser dividida com mais um ser, o tempo idem e o Amor, esse não se divide, tem sim que dobrar. Mas  isto com calma e boa disposição tudo se resolve. É o que tem acontecido. 
E agora vá, dêm-me as boas-vindas que eu prometo deixar-me de tretas e por este diário virtual a mexer novamente. 


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Tenho a sensação de que não faço mais nada durante 12 horas que não seja sopa, pescada cozida, massinhas, arroz, puré de batata, legumes salteados... A minha Bimby está a levar a 'esfrega' da sua vida e se resistir mais 6 meses é oficialmente a melhor compra de sempre.
O facto de passar a vidinha entre tachos e panelas, a fazer comida para o F. com muito Amor e carinho não significa necessariamente que ele a coma. Nããão, a criança é de gostos mais simples. Uma papa docinha faz-lhe as delícias. Comida da mamã equivale a muita choradeira, muita comida a voar pela cozinha, muita sopa nas pestanas, nos ouvidos, em todo o lado, menos dentro da goela.
Eu acho ( ACHO mas posso estar enganada) que até sou uma rapariga desenrascada na cozinha, que até faço umas coisinhas jeitosas, mas se calhar é mesmo só para o paladar dos graúdos.
A hora da refeição é um tormento, não sei se mais para mim, se mais para o F., ou se até mesmo para o Pai que fica na sala a ouvi-lo chorar, ouvir-me deseperar e ouvir o Douradinho a queixar-se de que precisa de ir à rua.
Eeeee por falar em Pai, hoje pedi-lhe socorro e ele socorreu... E a criança ía tendo um colapso nervoso. Com ele não há cá 'farinha'. Não há choro que o faça desistir, não há ranho que o desmotive... Com ele come-se tudo e ponto final. E comeu! E eu enrolei-me toda no sofá enquanto ouvia o meu filho berrar e partir-me o coração em mil bocadinhos.
Eu não sou a mãe facilitadora e permissiva. Quem me conhece sabe que não sou, mas não tenho estômago para aquilo. Ou se calhar AGORA já não tenho... O que ao final de centenas de refeições até é compreensível. Eu só quero é que aquilo acabe rápido.
São todos os pequenos almoços, almoços, lanches e jantares a meu cargo e acho que nos últimos dias ( que tem sido os piores de sempre) o F. já sente a minha ansiedade e rejeita a comida logo na primeira colher.
Amanhã é um novo dia e eu JURO que vou respirar fundo, trautear uma música zen na minha cabeça e entrar na cozinha carregada de optimismo.

A somar ao maravilhoso humor à hora das refeições, o Baby F. está novamente com o bicho, ou serão alergias? Ou serão só os dentes? Ou terá sido o vento dos últimos dias? Uma pessoa enlouquece a pensar o que pode fazer, o motivo de tanta tosse... Diz que se mamarem ficam com mais defesas, que se mamarem em ambientes calmos serão crianças equilibradas á hora de comer e não são cá precisos aviõezinhos... Pois, diz que sim...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

E enquanto não chega a frente de frio polar prevista para o fim de semana, fomos ao parque ver os patinhos, pombinhos e pardalitos ( a.k.a. passarinhos vulgaris).
Amanhã temos previstas umas horinhas de praia.
Bons passeios, boa praia e bom feriado!

Palavras para a M

Baby, estás quase a chegar e eu estou em pulgas para te conhecer, minha sobrinha emprestada/ cunhada arranjada.
Decidiste sentar-te à espera que te fossem buscar. E vão querida, acho que vão já neste fim de semana.
Acompanhei o teu crescimento na barriga da tua Mamã. Vi os três primeiros meses cheios de enjoos, os meses seguintes carregados de sorrisos, vi a tua mãe chegar aos 50 kgs ( um feito!) e agora aos 60...coff, coff. Entrei em 20 mil lojas e deliciei-me com roupa de menina, fartei-me de pensar no que te podia oferecer, no que te haveria de fazer falta, no que haverias de gostar.... Comprei-te babygrows em cor de rosa integral com golinha bordada, gorros em lã, lençois de princesa, tudo como tu mereces.
Imagino-te daqui a uns tempos a brincar com o F. no chão lá de casa enquanto os adultos jantam e jogam Time's Up. Imagino-vos na praia a chatearem-nos a cabeça para irem à água pela milésima vez, a puxarem as orelhas e rabo ao Douradinho. Imagino que partilham chuchas, que vão para os mesmos ATL's...
Sei que vais ser linda e doce como a tua mãe. Que vais ser educada com bons princípios e valores e com um grande sentido de justiça.
Tens aqui uma tia que já te ama muito e tu ainda nem estás cá fora! Que te vai levar às compras e oferece-te as coisas que os pais não oferecem- os ténis cor de rosa com luzinhas e rodinhas, a saia de tule que só vais ser autorizada a usar em casa e no carnaval, as mini galochas que vais embirrar em querer usar no Verão, a maquilhagem que vai tirar o sono ao teu pai... Vou ser a pior tia do mundo aos olhos deles, a melhor para ti, prometo.
Estamos todos à tua espera para te encher de miminhos, beijinhos e abracinhos. Hurry up Baby, o mundo é teu e está à tua espera com os braços bem abertos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Staying home/ working Mom

Tal como já tinha dito antes, o F. vai começar na creche a full-time já para o mês que vem e eu confesso que estou ansiosa. Adoro estar com o meu filho, não me interpretem mal, mas eu PRECISO de voltar à vida activa, também ela a full-time. E acho que vou chegar menos cansada ao final do dia do que chego agora. Ele não é um bebé chato, nem birrento mas cansa, Meu Deus, como cansa tomar conta dele todo o dia, todos os dias - menos 4 horas de creche por dia não é nada, convenhamos.
Ontem depois de mais um dia daqueles dei por mim com puto na cama, cão passeado, jantar feito, e fui só à garagem depositar mais uma saco de roupa do F. e no sossego do canto do elevador, fechei os olhos e juro que pensei por uns segundos que era bem capaz de me enrolar ali no cantinho do elevador e dormir.
Cheguei mesmo a este ponto? Ah pois cheguei! E se esta vida durasse muito mais tempo acho que era capaz de encravar o elevador só para ficar ali uma horinha na paz do senhor enquanto não me íam buscar.
Eu que ria e abanava a cabeça quando via mulheres na Oprah dizerem que ser Mãe era o trabalho mais difícil e desgastante do mundo. ' Dizem isso porque nunca apanharam caranguejo no mar do Alasca', pensava eu...
Check! Ser Mãe é mesmo o trabalho mais difícil e desgastante que existe! E eu também nunca trabalhei na pesca do caranguejo.