Um caderno que almeja ser diário, mas que dependerá da inspiração e paciência da autora.
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Hoje dei bom uso à educação que os meus paizinhos me deram. Oh, se dei...
Chego ao Multibanco carregada de sacos, saquinhos, carrinho de bebé, meias que o F. embirra em retirar para roer, e pelo canto do olho vejo a saída do dinheiro da caixa Multibanco ao lado com um valente maço de notas ali a abanarem ao Deus-dará.
Olhei para trás e ainda me saiu um valente " Oh, minha Senhora..." mas a dita nem olhou para trás. Lá continuou o seu caminho e perdeu-se no meio da multidão. Um rapaz ainda me perguntou como era a senhora. " Tem uma blusa vermelha e ... achei melhor não mencionar a mala Louis Vuitton sob pena de alguém se atirar ao molho de notas porque convenhamos, não deve estar a morrer de fome, ou de o rapaz me perguntar " mala quê??" Não encontramos a senhora despassarada mas eu fiquei ali a guardar as notas até serem engolidas pelo ATM. .
E lá foram elas. Quando me virei, tinha meio Pingo Doce a olhar para mim... Consegui decifrar uns olhares incrédulos - " então minha grande burra, e tu não te agarras às notas?!"deviam estar eles a pensar. Eu sei que era tentador, pois era. Não eram vinte euritos... mas e depois deitar a cabeça na almofada à noite, como é que ía ser? Nãaaaa, prefiro ter menos um maço de notas na carteira mas dormir, as poucas horas que me calham hoje em dia, de consciência tranquila.
Hoje merecia um beijinho da Mamã, outro do Papá e um ' linda menina', não merecia?
( afinal ainda existem por aí mulheres mais despistadas do que eu. Ufa!)
Chego ao Multibanco carregada de sacos, saquinhos, carrinho de bebé, meias que o F. embirra em retirar para roer, e pelo canto do olho vejo a saída do dinheiro da caixa Multibanco ao lado com um valente maço de notas ali a abanarem ao Deus-dará.
Olhei para trás e ainda me saiu um valente " Oh, minha Senhora..." mas a dita nem olhou para trás. Lá continuou o seu caminho e perdeu-se no meio da multidão. Um rapaz ainda me perguntou como era a senhora. " Tem uma blusa vermelha e ... achei melhor não mencionar a mala Louis Vuitton sob pena de alguém se atirar ao molho de notas porque convenhamos, não deve estar a morrer de fome, ou de o rapaz me perguntar " mala quê??" Não encontramos a senhora despassarada mas eu fiquei ali a guardar as notas até serem engolidas pelo ATM. .
E lá foram elas. Quando me virei, tinha meio Pingo Doce a olhar para mim... Consegui decifrar uns olhares incrédulos - " então minha grande burra, e tu não te agarras às notas?!"deviam estar eles a pensar. Eu sei que era tentador, pois era. Não eram vinte euritos... mas e depois deitar a cabeça na almofada à noite, como é que ía ser? Nãaaaa, prefiro ter menos um maço de notas na carteira mas dormir, as poucas horas que me calham hoje em dia, de consciência tranquila.
Hoje merecia um beijinho da Mamã, outro do Papá e um ' linda menina', não merecia?
( afinal ainda existem por aí mulheres mais despistadas do que eu. Ufa!)
BBVIp
Ontem lá estreou o BBVip não é verdade? Alguém se lembra do novo desafio do programa? Dos concorrentes? Da decoração da casa?
Não, ainda estamos todos a tentar ultrapassar o trauma de ter visto as mamocas da Teresinha enlaçadas em cetim vermelho.
Não, ainda estamos todos a tentar ultrapassar o trauma de ter visto as mamocas da Teresinha enlaçadas em cetim vermelho.
domingo, 21 de abril de 2013
Back in town
Voltei minha gente. Voltei!
Fiz uma pausa que começou por ser por X, depois foi por X e Z... Quando dei por ela já não escrevia há muito tempo e estava instalada a inércia.
Novidades? Bom, por onde começo?
Vamos lá ver se não me esqueço de nada importante. Aliás, a primeira novidade é precisamente essa, a minha memória está a definhar. Dou-me por feliz de não me esquecer do meu nome e das necessidades básicas do F.
O Pai cá de casa continua a adorar o seu novo trabalho, agora temos empregada duas vezes por semana ( Yupiiiii!!!!), o F. vai começar na creche a full-time já para o mês que vem, já fez a sua primeira visita à praia ( assim mesmo a valer, porque na dos 3 meses não teve direito a mexer na areia), já começou a comer sólidos, já se põe em pé com pequenas ajudas, rasteja para todo o lado-sim rasteja, nada de gatinhar- tem 5 dentes e já apanhou montes de bichos na creche. Até o tempo melhorar isto foi qualquer coisa como: uma semana na creche, dez dias em casa, uma semana na creche, cinco dias em casa... Um terror!
Dorme practicamente a noite inteira, se bem que tem um ódio de estimação pelas 6h da madrugada. Não gosta pá, pronto! Acorda, reclama, resmunga e depois lá cede ao cansaço novamente. Cada um é como cada qual, e o meu filho tem o despertador mal afinado.
Eu já perdi 6 kgs, tenho-me portado lindamente e este corpinho só vê doces e hidratos de carbono uma vez por semana.
Ontem fiz-me dadora de medula, coisa que já queria ter feito há muito tempo e confesso que tirei sangue com o sentimento típico de quem joga no Euromilhões: só espero que o prémio me saia a mim, que é como quem diz, só espero ser compatível com alguém. Espero mesmo! Isso sim, era uma sorte do caraças! Fi-lo no evento " Todos por um", que para quem não sabe serviu para angariar fundos para um possível tratamento no estrangueiro para o Rodrigo, menino de 3 anos que luta contra uma leucemia mieloide aguda e que tem um organismo resistente à quimioterapia... O IPO deu-lhe alta pois considera que não pode fazer mais nada por ele... Imaginam o desepero? Se quem não tem filhos imagina, quem os tem fica com os pêlos todos em pé!
A esperança neste momento está em algum tratamento milagroso lá fora, que não se sabe ainda qual será, mas que vai obviamente precisar de muito dinheiro. Para além do dinheiro angariado, angariaram-se também centenas de novos dadores de medula- e isso poderá ajudar não só o pequeno e valente Rodrigo, como muitas outras pessoas.
E assim de repente são só estas as novidades que me vêm a cabeça.
Amanhã há mais. E depois de amanhã. E depois de depois de amanhã...
Its nice to be back!
Fiz uma pausa que começou por ser por X, depois foi por X e Z... Quando dei por ela já não escrevia há muito tempo e estava instalada a inércia.
Novidades? Bom, por onde começo?
Vamos lá ver se não me esqueço de nada importante. Aliás, a primeira novidade é precisamente essa, a minha memória está a definhar. Dou-me por feliz de não me esquecer do meu nome e das necessidades básicas do F.
O Pai cá de casa continua a adorar o seu novo trabalho, agora temos empregada duas vezes por semana ( Yupiiiii!!!!), o F. vai começar na creche a full-time já para o mês que vem, já fez a sua primeira visita à praia ( assim mesmo a valer, porque na dos 3 meses não teve direito a mexer na areia), já começou a comer sólidos, já se põe em pé com pequenas ajudas, rasteja para todo o lado-sim rasteja, nada de gatinhar- tem 5 dentes e já apanhou montes de bichos na creche. Até o tempo melhorar isto foi qualquer coisa como: uma semana na creche, dez dias em casa, uma semana na creche, cinco dias em casa... Um terror!
Dorme practicamente a noite inteira, se bem que tem um ódio de estimação pelas 6h da madrugada. Não gosta pá, pronto! Acorda, reclama, resmunga e depois lá cede ao cansaço novamente. Cada um é como cada qual, e o meu filho tem o despertador mal afinado.
Eu já perdi 6 kgs, tenho-me portado lindamente e este corpinho só vê doces e hidratos de carbono uma vez por semana.
Ontem fiz-me dadora de medula, coisa que já queria ter feito há muito tempo e confesso que tirei sangue com o sentimento típico de quem joga no Euromilhões: só espero que o prémio me saia a mim, que é como quem diz, só espero ser compatível com alguém. Espero mesmo! Isso sim, era uma sorte do caraças! Fi-lo no evento " Todos por um", que para quem não sabe serviu para angariar fundos para um possível tratamento no estrangueiro para o Rodrigo, menino de 3 anos que luta contra uma leucemia mieloide aguda e que tem um organismo resistente à quimioterapia... O IPO deu-lhe alta pois considera que não pode fazer mais nada por ele... Imaginam o desepero? Se quem não tem filhos imagina, quem os tem fica com os pêlos todos em pé!
E assim de repente são só estas as novidades que me vêm a cabeça.
Amanhã há mais. E depois de amanhã. E depois de depois de amanhã...
Its nice to be back!
terça-feira, 19 de março de 2013
Lister, a futura médica
Hoje recebi na minha caixa de correio correspondência feliz, correspondência carregada de esperança, para fugir um bocadinho às contas, que são uma verdadeira chatice.
Sou eu a única que se está a passar com as contas de electricidade?
Sou 'Amiga da Unicef' há cerca de 3 anos. Certo dia, pela altura do Natal fui abordada por um rapazinho super educado e com um poder de argumentação dos diabos. Por causa dele e da época Natalícia assinei a papelada para contribuir mensalmente com €7.5 para a Unicef. Saem-me da conta e nem dou por eles, não custa nada, mesmo para quem não tem um grande ordenado- é o equivalente a um maço e meio de tabaco, aos cafés de uma semana, às revistas de fim de semana... É uma ninharia para muitos de nós e uma contribuição valiosissíma para as crianças africanas.
A carta vinha com o propósito de me dar a conhecer a história da Lister, uma menina de 12 anos natural de uma zona rural do Zimbabué que perdeu os pais, vitímas de Sida e que vive com a sua avó de 91 anos. O sonho da Lister é um dia vir a ser médica, mas no passado teve que interromper os seus estudos pois a avó não conseguia pagar as propinas da escola.
Hoje, com a ajuda da Unicef, Lister pode frequentar novamente a escola e está todos os dias um bocadinho mais próxima de concretizar o seu sonho.
Saber que as minhas contribuições pequeninas se juntam a um bolo que alimenta tantos sonhos foi algo que me fez muito feliz e com a certeza de que devo continuar a contribuir e a ajudar quem de facto não tem nada.
Dou por mim a pensar que me queixo demasiado dos impostos, do ordenado, das contas da electricidade, do preços das mangas... E que devia agradecer todos os dias aquilo que tenho. Hoje pelo menos agradeci.
Sou eu a única que se está a passar com as contas de electricidade?
Sou 'Amiga da Unicef' há cerca de 3 anos. Certo dia, pela altura do Natal fui abordada por um rapazinho super educado e com um poder de argumentação dos diabos. Por causa dele e da época Natalícia assinei a papelada para contribuir mensalmente com €7.5 para a Unicef. Saem-me da conta e nem dou por eles, não custa nada, mesmo para quem não tem um grande ordenado- é o equivalente a um maço e meio de tabaco, aos cafés de uma semana, às revistas de fim de semana... É uma ninharia para muitos de nós e uma contribuição valiosissíma para as crianças africanas.
A carta vinha com o propósito de me dar a conhecer a história da Lister, uma menina de 12 anos natural de uma zona rural do Zimbabué que perdeu os pais, vitímas de Sida e que vive com a sua avó de 91 anos. O sonho da Lister é um dia vir a ser médica, mas no passado teve que interromper os seus estudos pois a avó não conseguia pagar as propinas da escola.
Hoje, com a ajuda da Unicef, Lister pode frequentar novamente a escola e está todos os dias um bocadinho mais próxima de concretizar o seu sonho.
Saber que as minhas contribuições pequeninas se juntam a um bolo que alimenta tantos sonhos foi algo que me fez muito feliz e com a certeza de que devo continuar a contribuir e a ajudar quem de facto não tem nada.
Dou por mim a pensar que me queixo demasiado dos impostos, do ordenado, das contas da electricidade, do preços das mangas... E que devia agradecer todos os dias aquilo que tenho. Hoje pelo menos agradeci.
sábado, 16 de março de 2013
Bom, e cá estamos, com uma falha geral de electricidade. É sempre uma coisa jeitosa de se ter num sábado à noite.
Nisto plantaram-se à porta do nosso prédio uns 20 gandulos ( como diria o meu avô) a beber o resto das cervejas do jantar, porque isto da falta de electricidade também afecta os restaurantes, não só quem estava a ver tv, e aproveitaram para enrolar uns charritos e falar alto, encostarem-se a carros que não lhes pertencem... E eu, como não tenho nada com que me entreter e o barulho lá de fora já me estava a causar comichão, chamo a polícia. Grande chiba!
- Boa noite, esquadra de X, fala o agente Y, em que posso ajudar?
- Boa noite Sr. Agente, eu sou moradora na rua Z, e de momento temos um grupo enorme mesmo à porta do nosso prédio aos berros, a beber, a fumar droga ( achei que ficava mal dizer charros)...
E fui prontamente interrompida.
- Minha senhora, fumar droga já não é crime, podem fumar à vontade. Para mandar alguém, só se for pelo barulho!
- Errr, êhhh, sim, mande lá então pelo barulho... Obrigadinha...
E é assim minha gente, comprem lá as vossas substâncias ilícitas ( mas às escondidas porque acho que isso ainda é crime, ainda...) e venham aqui para a porta fumar até cairem para o lado. Estão à vontadinha, só não façam é barulho, porque esse, em horas impróprias, ainda é proibido.
Drogas não, barulho sim.
Got it?
Nisto plantaram-se à porta do nosso prédio uns 20 gandulos ( como diria o meu avô) a beber o resto das cervejas do jantar, porque isto da falta de electricidade também afecta os restaurantes, não só quem estava a ver tv, e aproveitaram para enrolar uns charritos e falar alto, encostarem-se a carros que não lhes pertencem... E eu, como não tenho nada com que me entreter e o barulho lá de fora já me estava a causar comichão, chamo a polícia. Grande chiba!
- Boa noite, esquadra de X, fala o agente Y, em que posso ajudar?
- Boa noite Sr. Agente, eu sou moradora na rua Z, e de momento temos um grupo enorme mesmo à porta do nosso prédio aos berros, a beber, a fumar droga ( achei que ficava mal dizer charros)...
E fui prontamente interrompida.
- Minha senhora, fumar droga já não é crime, podem fumar à vontade. Para mandar alguém, só se for pelo barulho!
- Errr, êhhh, sim, mande lá então pelo barulho... Obrigadinha...
E é assim minha gente, comprem lá as vossas substâncias ilícitas ( mas às escondidas porque acho que isso ainda é crime, ainda...) e venham aqui para a porta fumar até cairem para o lado. Estão à vontadinha, só não façam é barulho, porque esse, em horas impróprias, ainda é proibido.
Drogas não, barulho sim.
Got it?
Dos beijos
Eu fui daquelas crianças que tinha uma avó que vivia numa aldeia do Norte, onde todos são primos e primas, nem que seja em centésimo grau e eu era obrigada a dar beijinho a todos. Elas aproximavam a cara com os seus sorrisos desdentados e pêlos faciais incriveis, eles também desdentados com cheiro a couves e a bagaço e eu odiava tudo aquilo, mas tinha que dar a cara para os beijinhos "porque sim". Claro que fui crescendo a odiar beijinhos, ainda hoje se me puder esquivar a um, esquivo sem problemas.
O meu primeiro beijo na boca, assim mais a sério, foi no 5o ou 6o ano ( não me recordo bem). Convém aqui situar-vos- eu estudei num externato de freiras, unisexo, mas de freiras e é óbvio que quanto mais puritanas elas eram, mais saídos da casca eramos nós. No 5o ano entrou no colégio uma nova " remessa" de alunos.
Os novos rapazes não eram propriamente lindos, mas eram rebeldes, uhhhhhh...
Long story short- lá dei o meu primeiro beijo no patamar de umas escadas, com amigas a controlarem o lance inferior e superior e o único requisito ali era: não podia ser "toca e foge". Não achei piadinha nenhuma ao beijo, estava à espera daquelas cenas à filme, de ser a melhor coisa do mundo mas obviamente que não foi. Foi esquisito, tímido, ridículo e forçado e estava obviamente condenado ao fracasso. Mas na altura o que importava era que eu já tinha dado um beijo" a sério", mesmo que eu não percebesse nada daquilo, nem sequer tenha gostado particularmente da coisa. Mas sempre me disseram que em tudo na vida, a primeira vez é a que nos sai pior, dali para a frente é sempre a melhorar! E tinham razão.
Hoje em dia adoro beijar quem eu gosto. Por aqui dão-se mesmo beijinhos repenicados... Adoro dar beijinhos ao meu filho. Besunto-o todo e imagino-o muitas vezes como o bebé do " olha quem fala" a dizer : "Ai pá, que chata que esta me saiu. Que colas! Que melga! Pára de me babar! Saíííí..." Gosto de dar beijos ao meu namorado, à minha familia e amigos, mas continuo a preferir um bom abracinho, um hi5, um low5, ou qualquer coisa do género como cumprimento ou despedida.
Não sou nada beijoqueira, já passei muitas vezes por mal educada e por nariz empinado porque quando entro num sítio com muita gente prefiro um 'Oi' geral do que beijinhos individuais. Não percebo muito bem esta necessidade Portuga de trocar virús uns com os outros. Ainda hoje limpo a cara se me derem um beijinho que me molhe a bochecha. Noooojoooo!
Das poucas coisas positivas ( se não a única mesmo) de estar adoentada e do bicho ser contagioso é poder chegar à reunião de condomínio de ontem, onde todos se levantam para vir dar a bela da beijoca e eu tenho que recusar porque estou com uma gripe daquelas.... Ohhhhh, e eu que queria tanto beijar 10 pessoas seguidas, ohhhhhh, chatice pá!
O meu primeiro beijo na boca, assim mais a sério, foi no 5o ou 6o ano ( não me recordo bem). Convém aqui situar-vos- eu estudei num externato de freiras, unisexo, mas de freiras e é óbvio que quanto mais puritanas elas eram, mais saídos da casca eramos nós. No 5o ano entrou no colégio uma nova " remessa" de alunos.
Os novos rapazes não eram propriamente lindos, mas eram rebeldes, uhhhhhh...
Long story short- lá dei o meu primeiro beijo no patamar de umas escadas, com amigas a controlarem o lance inferior e superior e o único requisito ali era: não podia ser "toca e foge". Não achei piadinha nenhuma ao beijo, estava à espera daquelas cenas à filme, de ser a melhor coisa do mundo mas obviamente que não foi. Foi esquisito, tímido, ridículo e forçado e estava obviamente condenado ao fracasso. Mas na altura o que importava era que eu já tinha dado um beijo" a sério", mesmo que eu não percebesse nada daquilo, nem sequer tenha gostado particularmente da coisa. Mas sempre me disseram que em tudo na vida, a primeira vez é a que nos sai pior, dali para a frente é sempre a melhorar! E tinham razão.
Hoje em dia adoro beijar quem eu gosto. Por aqui dão-se mesmo beijinhos repenicados... Adoro dar beijinhos ao meu filho. Besunto-o todo e imagino-o muitas vezes como o bebé do " olha quem fala" a dizer : "Ai pá, que chata que esta me saiu. Que colas! Que melga! Pára de me babar! Saíííí..." Gosto de dar beijos ao meu namorado, à minha familia e amigos, mas continuo a preferir um bom abracinho, um hi5, um low5, ou qualquer coisa do género como cumprimento ou despedida.
Não sou nada beijoqueira, já passei muitas vezes por mal educada e por nariz empinado porque quando entro num sítio com muita gente prefiro um 'Oi' geral do que beijinhos individuais. Não percebo muito bem esta necessidade Portuga de trocar virús uns com os outros. Ainda hoje limpo a cara se me derem um beijinho que me molhe a bochecha. Noooojoooo!
Das poucas coisas positivas ( se não a única mesmo) de estar adoentada e do bicho ser contagioso é poder chegar à reunião de condomínio de ontem, onde todos se levantam para vir dar a bela da beijoca e eu tenho que recusar porque estou com uma gripe daquelas.... Ohhhhh, e eu que queria tanto beijar 10 pessoas seguidas, ohhhhhh, chatice pá!
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