terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lei de Murphy: if anything could go wrong, it will. 
Cá por casa poderia muito bem chamar-se Lei de Outubro visto que este mês, muito pouca coisa poderia correr pior, mas nunca se sabe, ainda estamos a 3 dias de Novembro... 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mães vs Pais

Hoje, numa conversa de mães na creche do F., uma delas afirmava que os homens são todos iguais. Egoístas, pouco prestáveis, preguiçosos, egocêntricos... 
Alertava a educadora para não se assustar caso o seu filho começasse a dar entrada na creche todo mal vestido, com remelas e sem almoço. É que o pai ía ficar encarregue 'das manhãs' para que a mãe pudesse começar a frequentar o ginásio antes de ir trabalhar. A conversa desenrolou para as noites mal dormidas, para as promessas de que quando a amamentação terminasse ele se encarregaria do biberão ( coisa que nunca fez), para o facto de não ajudar nos banhos nem na alimentação... Ela queixava-se de que acabava sempre por ter que intervir, caso contrário ficava tudo mal feito, a criança saía do banho com restos de shampo no cabelo, comia tudo frio, demorava duas horas a adormecer... 
E eu não consigo evitar de pensar que provavelmente nós, mulheres, é que somos todas iguais. 
Quantas vezes já dei por mim a intervir quando o Pai está a adormecer o F. porque o ouvi chorar um pouco mais do que o habitual, a intervir quando ele está a dar a sopa porque acho que pode esquecer-se que ele gosta de intercalar a sopa com a fruta, ou porque pode esquecer-se de oferecer água. 
Intercedi porque tinha medo que se esquecesse de lhe vestir o bodie interior, ou deixei tudo pronto, desde a fralda ao casaco. 
O mundo acabava caso alguma destas coisas acontecesse? A criança morria de frio, fome ou sono? Não! 
Podia comer a sopa fria e sem fruta pelo meio, podia resmungar mais para dormir, podia andar para aí com unhas de metro e meio, mas tal como eu adquiri um método, uma rotina e aprendi a tratar do F., o Pai também aprende. Se tiver que aprender. Muitas das coisas que hoje em dia me saem naturalmente já foram complicadas. Já tive que voltar a casa para vir buscar a sopa, ja fui arranhada porque me distraí com o tamanho das unhas do F. Já estive uma hora a tentar adormecê-lo até perceber o que funciona com ele... O Pai não faz mais ( mesmo sendo um Pai presente e participativo) porque eu não deixo para ele fazer, porque me preocupo. Da última vez que estive a trabalhar num evento durante 13 horas deixei uma lista com todas as indicações, horários, gostos... Duvido que a tenha seguido à risca e correu tudo às mil maravilhas. Saí de casa com a criança ainda a dormir e a dormir o encontrei quando cheguei. E no dia seguinte tinha o mesmo filho. Alimentado, descansado e com tudo no sítio. 
Não digo que não existam homens que não ajudam e que se demitem das suas funções e responsabilidades enquanto pais, porque os há, mas muitas vezes não fazem mais porque nós intercedemos, não precisam de fazer nada... porque está tudo feito. Não tiram o pé da cama quando a criança acorda a chorar porque nós já estamos a pé bem antes deles, e por aí em diante...
Eu própria ajudo de mais, faço demais e com isso estou, não só a cansar-me a dobrar e arranjar motivos para me chatear, como a privar Pai e filho de momentos preciosos. 
Isto tudo porque não acredito que os homens sejam todos iguais, nem que façam ( ou não) as coisas com má intenção ou propositadamente. Nós, muitas vezes, é que nos achamos o máximo, super mães, super mulheres ao invés de sentarmos o rabo no sofá e deixarmos o Pai ir lá ver porque chora a criança. 
Os homens não são todos iguais, nem todos preguiçosos, nem todos egocêntricos...
As mulheres é que, às vezes, são burrinhas demais. 



quarta-feira, 31 de julho de 2013

Frames of life #4 ❤


Dia dos Avós passado com a Bivó




Fofos de Belas



Um presente especial para um casal muito especial


Amor de irmãos






Carcavelos-versão capitalista

Quem gosta da praia de Carcavelos? Eu! 
Quem acha que é a'sua praia'? Eu!
Quem é que não põe lá os pés no pico do Verão? Eu!
Até hoje. 
Eu tenho uma alergia imensa a praias apinhadas, a 'manos' que levam o rádio 'prá beach' e põe a malta toda a ouvir kuduro contra a sua vontade, a asneiradas em pleno areal com crianças ao lado, aos pacotes de leite e garrafas de mini que ficam por ali, às sombras dos chapéus de sol dos vizinhos do lado que nos ensombram também...
No Verão sou rapariga para apanhar uma ventania no Guincho e fora isso faço piscina e Costa Alentejana ( minha querida Costa Alentejana que este ano não te ponho a vista em cima...). 
Mas hoje decidi experimentar a minha praia mas numa versão capitalista. Perdi o amor a 10€ e aluguei um toldo todo o dia. Estou maravilhada! Acho que me vou desgraçar o resto do Verão, não vou ver as novas colecções, vou passar a tomar o pequeno almoço em casa e vou gastar o dinheirinho num toldo todos os dias que tenha livres. 
Estou na praia mais concorrida da linha, mas não estou. Ela está cheia de gente mas eu nem dou por eles. Não ouço kuduro em lado nenhum, não tenho que me preocupar se o chapéu de sol vai voar... Posso bem ter descoberto o paraíso mesmo à porta de casa. Como é que nunca me tinha passado isto pela cabeça? COMO? 
Agora só tenho que me preocupar em não apanhar um escaldão e dar uso ao meu factor 20 porque estou com cor de lula e cheira-me que vou aguentar-me por aqui muitas horas ( coisa impensável noutras condições) de papo para o ar. 
Ahhhh, que bem que se está em Carcavelos. 
A Kiki vai à Comporta brincar aos pobrezinhos, eu venho a Carcavelos brincar aos riquinhos. Cada um nasce para o que nasce! 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Gosto dele

Gosto dele porque há muitos anos atrás tocou 'three little birds' da janela do quarto dele para a minha, porque conduzia sem carta mas parava sempre nas passadeiras, porque segura a porta às senhoras e se elas não agradecerem, ele solta um 'muito obrigado' impossível de ignorar.
 Gosto dele porque me diz coisas bonitas, mas quando eu lhe digo feias ele não cala e responde. 
Gosto dele porque me cortou a comida durante um mês e me lavou o cabelo durante uma semana. 
Gosto dele porque me apresentou a praias de cortar a respiração, porque me deixou 'alargartar' durante 8 horas nas mesmas e rapidamente desistiu de me perguntar se queria jogar raquetes, ou volei, ou surfar, ou correr, ou qualquer coisa que implicasse mexer o rabo. 
Gosto dele porque me diz as verdades e porque tende a exagerar sempre que o faz. 
Gosto dele porque é carente, porque pede festinhas nas costas para adormecer e porque se queixa que não lhe dou mimos. 
Gosto dele porque me pôs a gostar do Top Gear, porque me ensinou a ver a pressão dos pneus e o nível do óleo, embora acabe por ser sempre ele a controlá-los. 
Gosto dele porque me pergunta 'vou bem?' depois de se vestir, porque se digo um 'sim' mixuruca ele volta atrás e altera qualquer coisa. 
Gosto dele porque se riu quando lhe disse que pensava estar grávida, enquanto que eu chorei.
Gosto dele porque me amparava a barriga quando estava prestes a rebentar, porque nunca me deixou ceder  a desejos ridículos e me dizia:'já não podes engordar mais!' 
Gosto dele porque esteve sempre ao meu lado quando o nosso filho nasceu, porque viu as minhas àguas rebentadas ( e nojentas), viu sangue por todo o lado, viu placenta, viu quase tudo e manteve-se ali, como se nada se passasse. Gosto dele porque me deu a mão e me empurrou a barriga e chorou... Chorou e sorriu muito quando o F. nasceu. 
Gosto dele porque é bom Pai e brinca muito com o filho. Porque lhe mostra as flores, as formigas, as cores da Natureza e fica tão fascinado como o F.
Gosto dele porque está ansioso por pôr o filho em cima de uma prancha, ou de várias.
Gosto dele porque a minha cabeça encaixa como uma luva no seu peito. 
Gosto dele porque tem princípios e valores inabaláveis. 
Gosto dele porque acredita quando eu duvido. 
Gosto dele porque sim. 
Gosto dele porque um dia havemos de "trocar fraldas um ao outro" e porque  não vamos precisar de bengalas porque nos apoiamos um no outro. 
Gosto dele porque ele é perfeito, perfeito só para mim. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Há umas noites atrás falámos pela 1ª vez sobre baptizar o F. Eu quero muito baptizá-lo. Sou uma católica que raramente vai à missa mas acredito em Deus, Jesus, Maria e todos os santinhos. Desde que o meu filho nasceu rezo todas as noites, como há muito não fazia, de preferência enquanto lhe dou os últimos miminhos antes de o por na cama e por todos estes motivos e muito mais ( que agora não vou enumerar) acho que faz todo o sentido que seja baptizado, educado segundo a religião católica. 
Farei questão que conheça outras religiões, que retire de todas o que há de melhor e se um dia mais tarde decidir ser Budista ou outra coisa qualquer, desde que seja um bom Budista e que respeite as restantes religiões, por mim estará à vontade. Mas até lá gostava que fosse educado como católico.
O Pai concorda, embora ele não seja baptizado (história longa que um dia talvez conte), mas ao invés de me dizer: "Ok, então vamos lá marcar". Diz-me que o baptizamos quando nos casarmos. Oi?
Eu gostava de baptizar a criança agora e não quando ele tiver 18 anos. 
Just saying...