quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vou à Knot comprar dois casacos de malha e um casaco de Inverno que me custam os olhos da cara. 
Passo o dia a tentar mentalizar-me de que foi dinheiro bem gasto porque as peças são de boa qualidade e fui esperta por comprar 1 tamanho acima... Ainda não estava totalmente mentalizada e recebo esta mensagem: 

 
Não vale a pena dizer mais nada pois não?! 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Eu sou uma pessoa distraída, esquecida e meio aluada, características que se acentuam quando a vida não me corre de feição. Que é o caso!
Há umas semanas, com a cabeça feita em água, fui passear o cão. Vesti o casaco, agarrei as chaves de casa, o telemóvel e a trela. Gesticulei-lhe, apontando para a trela, que ía sair com o douradinho. Ele estava ao telefone e acenou enquanto dava um olho ao F. que corria pela casa ( sim, ja anda, corre...).
Saí. 
Carreguei no botão do elevador e esperei.
O elevador chegou e eu entrei.
De repente: " merda, então e o cão?!"
Voltei a entrar em casa sem dar grandes explicações, agarrei no cão que estava à porta com um ar baralhado ( pudera!) e saí enquanto ele ria e contava o meu feito pelo telefone. 
Também já perdi um elástico do cabelo ( que anda sempre no meu pulso desde que fui mãe) e fui dar com ele horas depois de o ter ' perdido'... no tornozelo.
Diz que nem vale a pena tentar explicar. Eu concordo.
Há uns meses atrás...


Uma pessoa tem um carrinho todo catita para a criança. Chega alguém ( eu não quero ser queixinhas, mas foi o Pai) e diz que é enorme, que dá trabalho a montar, que é quente demais... Nós lá concordamos e vamos à procura de outra solução por tuta e meia.
Solução: carrinho-bengala do Continente. 
Hoje lá fui, com a criança ao colo ao Continente. Não fazia sentido levar o antigo para depois vir com os dois no porta bagagens. Comprei o carrinho, montaram-no logo ali, não trouxe caixa, nem plásticos, nem essas traquitanas todas, mas felizmente trouxe o caderninho das instruções. 
Chegados ao carro, toca de pôr o F. na cadeirinha e vamos lá fechar esta maravilha de carrinho leve, práctico, fresco... O caneco é o que é!
E quem é que fechava aquela merda???
A criança chorava no carro, eu entalava-me a cada 2 minutos na porcaria do carrinho-bengala, top dos práticos, leves e frescos, e nada de fechar aquela coisa! 
Abri o caderninho das instruções que tem muitas páginas mas só uma é em português. Bolas, se as instruções são só uma página eu sou mesmo muito azelha. 
Toca de seguir as instruções... e o carrinho nem mexia. 'Puxar o travão de baixo com o pé e seguidamente o de cima com a mão, dobrar e está pronto a arrumar'. 
Deve ser coisa fácil quando o carrinho já tem algum tempo de uso e as dobradiças estão mais lassas, mas agora não é. Muito menos para quem está de havaianas. Ainda tenho a marca do travão no pé. 
Ainda tentei enfia-lo no porta bagagens aberto... Mas depois lá consegui fecha-lo. 
Epa, cabe mal e porcamente no carro! Nao cabe lá mais nada! 


4 meses depois já descobri que de facto é muito fácil de fechar mas as instruções omitem (deliberadamente e para nós fazermos figuras tristes!!!) um pequeno pormenor. Fora isto continua a mal caber no porta-bagagens e a criança não fica lá nada confortável.
Quem tinha razão?






VAMOS LÁ POR ISTO A MEXER NOVAMENTE???

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lei de Murphy: if anything could go wrong, it will. 
Cá por casa poderia muito bem chamar-se Lei de Outubro visto que este mês, muito pouca coisa poderia correr pior, mas nunca se sabe, ainda estamos a 3 dias de Novembro... 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mães vs Pais

Hoje, numa conversa de mães na creche do F., uma delas afirmava que os homens são todos iguais. Egoístas, pouco prestáveis, preguiçosos, egocêntricos... 
Alertava a educadora para não se assustar caso o seu filho começasse a dar entrada na creche todo mal vestido, com remelas e sem almoço. É que o pai ía ficar encarregue 'das manhãs' para que a mãe pudesse começar a frequentar o ginásio antes de ir trabalhar. A conversa desenrolou para as noites mal dormidas, para as promessas de que quando a amamentação terminasse ele se encarregaria do biberão ( coisa que nunca fez), para o facto de não ajudar nos banhos nem na alimentação... Ela queixava-se de que acabava sempre por ter que intervir, caso contrário ficava tudo mal feito, a criança saía do banho com restos de shampo no cabelo, comia tudo frio, demorava duas horas a adormecer... 
E eu não consigo evitar de pensar que provavelmente nós, mulheres, é que somos todas iguais. 
Quantas vezes já dei por mim a intervir quando o Pai está a adormecer o F. porque o ouvi chorar um pouco mais do que o habitual, a intervir quando ele está a dar a sopa porque acho que pode esquecer-se que ele gosta de intercalar a sopa com a fruta, ou porque pode esquecer-se de oferecer água. 
Intercedi porque tinha medo que se esquecesse de lhe vestir o bodie interior, ou deixei tudo pronto, desde a fralda ao casaco. 
O mundo acabava caso alguma destas coisas acontecesse? A criança morria de frio, fome ou sono? Não! 
Podia comer a sopa fria e sem fruta pelo meio, podia resmungar mais para dormir, podia andar para aí com unhas de metro e meio, mas tal como eu adquiri um método, uma rotina e aprendi a tratar do F., o Pai também aprende. Se tiver que aprender. Muitas das coisas que hoje em dia me saem naturalmente já foram complicadas. Já tive que voltar a casa para vir buscar a sopa, ja fui arranhada porque me distraí com o tamanho das unhas do F. Já estive uma hora a tentar adormecê-lo até perceber o que funciona com ele... O Pai não faz mais ( mesmo sendo um Pai presente e participativo) porque eu não deixo para ele fazer, porque me preocupo. Da última vez que estive a trabalhar num evento durante 13 horas deixei uma lista com todas as indicações, horários, gostos... Duvido que a tenha seguido à risca e correu tudo às mil maravilhas. Saí de casa com a criança ainda a dormir e a dormir o encontrei quando cheguei. E no dia seguinte tinha o mesmo filho. Alimentado, descansado e com tudo no sítio. 
Não digo que não existam homens que não ajudam e que se demitem das suas funções e responsabilidades enquanto pais, porque os há, mas muitas vezes não fazem mais porque nós intercedemos, não precisam de fazer nada... porque está tudo feito. Não tiram o pé da cama quando a criança acorda a chorar porque nós já estamos a pé bem antes deles, e por aí em diante...
Eu própria ajudo de mais, faço demais e com isso estou, não só a cansar-me a dobrar e arranjar motivos para me chatear, como a privar Pai e filho de momentos preciosos. 
Isto tudo porque não acredito que os homens sejam todos iguais, nem que façam ( ou não) as coisas com má intenção ou propositadamente. Nós, muitas vezes, é que nos achamos o máximo, super mães, super mulheres ao invés de sentarmos o rabo no sofá e deixarmos o Pai ir lá ver porque chora a criança. 
Os homens não são todos iguais, nem todos preguiçosos, nem todos egocêntricos...
As mulheres é que, às vezes, são burrinhas demais.