segunda-feira, 29 de julho de 2013

Gosto dele

Gosto dele porque há muitos anos atrás tocou 'three little birds' da janela do quarto dele para a minha, porque conduzia sem carta mas parava sempre nas passadeiras, porque segura a porta às senhoras e se elas não agradecerem, ele solta um 'muito obrigado' impossível de ignorar.
 Gosto dele porque me diz coisas bonitas, mas quando eu lhe digo feias ele não cala e responde. 
Gosto dele porque me cortou a comida durante um mês e me lavou o cabelo durante uma semana. 
Gosto dele porque me apresentou a praias de cortar a respiração, porque me deixou 'alargartar' durante 8 horas nas mesmas e rapidamente desistiu de me perguntar se queria jogar raquetes, ou volei, ou surfar, ou correr, ou qualquer coisa que implicasse mexer o rabo. 
Gosto dele porque me diz as verdades e porque tende a exagerar sempre que o faz. 
Gosto dele porque é carente, porque pede festinhas nas costas para adormecer e porque se queixa que não lhe dou mimos. 
Gosto dele porque me pôs a gostar do Top Gear, porque me ensinou a ver a pressão dos pneus e o nível do óleo, embora acabe por ser sempre ele a controlá-los. 
Gosto dele porque me pergunta 'vou bem?' depois de se vestir, porque se digo um 'sim' mixuruca ele volta atrás e altera qualquer coisa. 
Gosto dele porque se riu quando lhe disse que pensava estar grávida, enquanto que eu chorei.
Gosto dele porque me amparava a barriga quando estava prestes a rebentar, porque nunca me deixou ceder  a desejos ridículos e me dizia:'já não podes engordar mais!' 
Gosto dele porque esteve sempre ao meu lado quando o nosso filho nasceu, porque viu as minhas àguas rebentadas ( e nojentas), viu sangue por todo o lado, viu placenta, viu quase tudo e manteve-se ali, como se nada se passasse. Gosto dele porque me deu a mão e me empurrou a barriga e chorou... Chorou e sorriu muito quando o F. nasceu. 
Gosto dele porque é bom Pai e brinca muito com o filho. Porque lhe mostra as flores, as formigas, as cores da Natureza e fica tão fascinado como o F.
Gosto dele porque está ansioso por pôr o filho em cima de uma prancha, ou de várias.
Gosto dele porque a minha cabeça encaixa como uma luva no seu peito. 
Gosto dele porque tem princípios e valores inabaláveis. 
Gosto dele porque acredita quando eu duvido. 
Gosto dele porque sim. 
Gosto dele porque um dia havemos de "trocar fraldas um ao outro" e porque  não vamos precisar de bengalas porque nos apoiamos um no outro. 
Gosto dele porque ele é perfeito, perfeito só para mim. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Há umas noites atrás falámos pela 1ª vez sobre baptizar o F. Eu quero muito baptizá-lo. Sou uma católica que raramente vai à missa mas acredito em Deus, Jesus, Maria e todos os santinhos. Desde que o meu filho nasceu rezo todas as noites, como há muito não fazia, de preferência enquanto lhe dou os últimos miminhos antes de o por na cama e por todos estes motivos e muito mais ( que agora não vou enumerar) acho que faz todo o sentido que seja baptizado, educado segundo a religião católica. 
Farei questão que conheça outras religiões, que retire de todas o que há de melhor e se um dia mais tarde decidir ser Budista ou outra coisa qualquer, desde que seja um bom Budista e que respeite as restantes religiões, por mim estará à vontade. Mas até lá gostava que fosse educado como católico.
O Pai concorda, embora ele não seja baptizado (história longa que um dia talvez conte), mas ao invés de me dizer: "Ok, então vamos lá marcar". Diz-me que o baptizamos quando nos casarmos. Oi?
Eu gostava de baptizar a criança agora e não quando ele tiver 18 anos. 
Just saying... 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A família cresceu... de um dia para o outro!

E assim do 'pé prá mão' ganhei uma cunhada da minha idade, um sobrinho, fofo que só ele, com 3 anos e um cunhado.
 A família cresceu e não houve tempo de preparação, não houve 9 meses de espera... Nada. 
Toma lá e agora assimila! 
Isto pode muito bem ser a coisa mais estranha que já me aconteceu...
Já sei vinte mil coisas sobre ela, mas no fundo não sei nada. 
Sentir o entusiasmo dele ( e o dela) deixa-me ansiosa e irrequieta porque foi tudo muito repentino... Quando a excitação passar talvez consiga aproveitar toda esta nova condição como deve de ser.  Agora é tudo muito intenso, estranho... Bom, muito bom por eles, mas mesmo assim estranho. Sempre quis ( muito) que este reencontro acontecesse e agora só quero conhecê-los, que façam parte da nossa vida, fazer parte da deles e que o F. brinque muito com o ' novo' primo. 

Bem-vindos à família! 



sábado, 6 de julho de 2013

Eu jurei que não me queixava mas está um calor que não se aguenta. NÃO SE AGUENTA! 
Eu já acordei a destilar, e eram 7.40h da manhã, pela fresquinha... Ya, right... Fresquinha, o catano! 


sexta-feira, 5 de julho de 2013

A ervilha em que vivemos

Hoje, algures em Carcavelos, dois irmãos  reencontram-se. Quase 30 anos depois da vida os ter separado! Ela não se lembra dele, de todo. Ele recorda-se de uma bebé, a irmã mais nova, filha do Pai, que ele agarrou nos seus bracinhos de criança de 5 anos, para uma foto que não sabia ser a única que teria dela, pelo menos durante 30 anos. 
O mundo é tão pequenino... e a minha querida amiga desbocada, desbocou-se toda quando percebeu estar perante a tal irmã ' perdida' do amigo. 
Duas semanas depois estou aqui, a escrever de lágrimas ( de alegria) nos olhos, ansiosa por notícias. 
Se eu estou nesta emoção, com o coração quase a saltar-me pela boca, imagino como eles estarão. 
Isto são coisas de filmes que eu nunca pensei viver tão de perto, mas a vida encarrega-se de juntar quem deve estar junto e o mundo, com todo o seu tamanho, encolhe-se até ficar como uma ervilha para que a distância seja curta.