Um caderno que almeja ser diário, mas que dependerá da inspiração e paciência da autora.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Será que ela sabe?
Há amizades que nos marcam por uma vida inteira, mesmo que mudem, evoluam, retrocedam, acabem...
Eu tenho uma assim mas infelizmente a vida afastou-nos, ou nós é que nos afastámos da vida uma da outra, não sei bem.
Não significa que me esqueça dela, não a esqueço em muitos momentos da minha vida. Cada vez que o Rui Veloso canta na rádio, eu lembro-me de como sabíamos as letras de cor e as cantávamos aos gritos no carro, cada vez que faço combinações loucas de cor com a roupa lembro-me de como ela era incapaz de combinar verde com amarelo, ou roxo com laranja. Cada vez que vejo a imagem do principezinho algures lembro-me de como ela delirava com o livro de Antoine Saint-Exupéry, cada vez que abro a minha carteira a nossa foto tipo passe tirada na estação dos comboios está lá e faz-me sorrir. Quando vou de férias queria que ela viesse também, que conseguisse conciliar a agenda dela com a minha, que ela não tivesse mil empregos e um curso por acabar, um irmão que depende dela e que lhe ' rouba' o tempo...
Eu queria tanto que ela fizesse parte da minha vida como fazia antes. Sinto tantas saudades. Tantas. Até das coisas irritantes como chorar a ver o Pearl Harbor por causa da parte verídica da história, da parte do ataque e da maldade do Ser Humano, e não pela história de amor com encontros e desencontros. De demorar 30 minutos a tomar banho quando estamos atrasadas. De acordar a meio da noite com um pesadelo e querer telefonar à pessoa com quem sonhou às 3h da madrugada só para lhe perguntar se está tudo bem.
Passámos a nossa adolescência juntas e talvez por ter sido nessa fase tão marcante da vida de uma rapariga, a nossa amizade foi intensa e também ela marcante. Vivi com ela as maiores maluqueiras, apanhámos as primeiras bebedeiras juntas, fumámos o primeiro cigarro juntas, passámos os primeiros fins-de-semana sozinhas em casa, chumbámos a disciplinas importantes juntas, estudámos para as repetir, conhecemos os nossos primeiros Amores de verdade, chorámos no ombro uma da outra, trocámos roupa, estragámos roupa uma da outra, passámos férias, Aniversários, Natais, Passagens de Ano ao lado uma da outra. Fizemos uma viagem de finalistas absolutamente inesquecível onde estivemos perto de levar uma sova de um grupo de marroquinos, onde perdemos 5kgs e o nosso único pedido à minha mãe foi que tivesse Cerelac quando voltassemos para casa. Perdi a conta aos fins-de-semana que ela passou em minha casa, às temporadas, férias... Acordávamos, saltávamos pela janela directamente para a piscina e ali passávamos o dia agarradas aos bronzeadores, a fumar cigarros às escondidas e a falar dos nossos Amores e Desamores.
Fizemos coisas estúpidas como mentir aos nossos pais para podermos passar uma noite inteira no 'Garage' a ver Jeff Mills, noite essa que acabou por ser um fiasco descomunal, passamos madrugadas a ver filmes e comer frascos de Nutella, leite condensado com banana...
Namorámos melhores amigos, tal como nós o éramos, o meu durou e ainda é o dono do meu coração, o dela não.
Anos mais tarde ela entrou-me pela maternidade a dentro a chorar baba e ranho carregada de balões que trouxe de mota ( deve ter sido coisa gira de se ver) para ver o sobrinho. E não sei se ela sabe mas mesmo com tanta distância, ela é tão tia do meu filho como o meu irmão de sangue e como mais 2 grandes amigas que tenho.Mesmo. É assim que sinto.
Será que já lhe disse vezes suficientes o quanto gosto dela? Será que ela sabe a falta que me faz?
terça-feira, 18 de junho de 2013
Básicos
Tenho uma prima que vai ficar para lá de feliz. Andei de volta do meu armário e segui a velha máxima que diz " se não vestes a peça X há mais de um ano, já não a vais vestir mais". Isto aplica-se mesmo em cerca de 90% dos casos. Fora peças icónicas, se não vestimos aquela t-shirt branca há tanto tempo, tudo indica que não a vamos usar mais. Ela está lá, ocupa-nos espaço, relembra-nos que já não temos nem corpo nem idade para aquilo e isso são factos de que fugimos a sete pés.
Assim sendo a minha prima adolescente com corpo de sereia vai herdar uma gaveta cheia de tops e t-shirts, brancas, pretas, verdes e amarelas, com e sem mangas, estampadas, lisas... Vai ser um festival é o que é.
Posto isto lá fui eu gastar dinheiro, que é coisa que não devia fazer, mas uma mulher não pode andar para aí em pelota, certo?!
Memória selectiva ( ou excesso de drogas)
Ontem, uma vez mais, confirmei que não me lembro de cerca de 70% do que aconteceu no parto do F.. Fiz uma visita de rotina à minha G.O. e ela lembrava-se de tantas coisas de que eu não me recordo. Fico mesmo chateada com isto, pá! Então mas como é que o meu cérebro me trai assim? Na madrugada mais importante da minha vida...
Já o Pai me tinha dito que eu não me lembrava de muitas coisas mas eu andava a dar um desconto porque sei que é um rapaz dado a exageros, mas afinal o problema não são os exageros dele e sim a minha falta de memória. Será das drogas que nos dão? Será que o cérebro, numa tentativa deseperada de apagar as dores da nossa memória, acaba a passar uma borracha em outros pormenores que julga não terem importância? É que têm! E eu gostava de lembrar-me de tudo, segundo por segundo... De tudo o que disse, de tudo o que fiz, pensei... Claro que o essencial está cá: que dói que se farta, que a epidural é uma benção, que eu disse montes de asneiras, que o Pai foi tudo o que eu podia esperar e muito mais, da carinha do F., de como ele encaixava na perfeição nos meus braços, do primeiro choro, de ter ficado completamente e instantaneamente apaixonada por aqueles 51cm de gente...
Não me recordo de ter adormecido depois da epidural. O Pai sempre me disse que sim mas julgava que tinha só fechado os olhos e que me tinha apercebido de tudo o que se passava. Afinal parece que fiz mesmo uma bela sesta de 1hora :0
Parece que estava muito incomodada com o facto da maca da sala de partos estar apontada para a porta ( e faz todo o sentido que estivesse, parece de facto uma preocupação à Di- mas porque é que tenho que ter o pipi apontado para a porta???)
A Doutora lembra-se bem do 4o médico, o Pai, que foi uma ajuda preciosa. Que eu estava sempre preocupada que ele não olhasse para a zona de acção. Que a enfermeira teve que vir perguntar como é que a criança se chamava afinal ( porque combinamos que só escolheríamos o nome quando olhassemos para ele depois no meio da emoção não nos lembramos disso - Quem é que não se lembra disso? Quem???)
Por vezes ponho-me a pensar se para a próxima dispensarei as drogas. Quero ter a percepção de tudo o que se passar, quero lembrar-me de tudo, não quero que ninguém se lembre mais do que eu.
Depois páro de me armar em parva e chego à conclusão de que sou uma maricas do pior e desmaiava facilmente ao 5o dedo de dilatação ( se não antes) se não me drogassem até ao tutano e que tenho sempre alguém que me recorde o que eu esqueci. Pesando os prós e os contras, serve perfeitamente.
sábado, 15 de junho de 2013
Um Terror de noite
Ontem à noite estava a ver que enfartava!
O pequeno F. desatou numa choradeira gritada duas horas depois de adormecer. O pai correu ( e pelo meio ía partindo o cócix) agarrou nele e a criança parecia em transe, nem vou descrever a cena toda porque até me custa relembrar. Dez ( longos) minutos depois, já estava mais calmo mas ainda um pouco assustado, nervoso e ensonado. Demos-lhe um biberão, ele bebeu, voltámos a pô-lo na cama e ele dormiu o resto da noite muito tranquilamente.
Eu e o pai é que não!
Hoje de manhã borrifei-me para o facto de ser Sábado e assim que me pareceu ser uma hora minimamente aceitável telefonei à pediatra, uma jóia de mulher que me atende sempre o telefone sem nunca reclamar.
Tendo em conta a minha descrição muito provavelmente foi um episódio de " terrores nocturnos", uma espécie distúrbio do sono. Não confundir com pesadelos, nesses eles acordam e depois choram porque se recordam do que sonharam ou porque ainda estão assustados. Nos terrores nocturnos eles não estão acordados, estão a dormir embora possam estar inclusivamentede olhos abertos.
Foi uma cena terrível, é um facto, mas para nós que nos lembramos de tudo e passámos a noite em alerta geral. O pequeno F., graças a Deus ( e caso tenham sido mesmo TN) não se recorda de nada.
Hoje acordou às mil maravilhas, de sorriso na cara e pronto para a brincadeira. Já eu sentia-me como se tivesse levado um enxerto de tareia, tal não foi a camada de nervos.
Claro que, burra que só eu, antes de telefonar à pediatra comentei com uma amiga o que tinha acontecido e claro está, mais valia ter estado caladinha porque há sempre um primo do tio da mãe de uma amiga que tem um filho... Conhecem a história, certo?
Agora é rezar para não voltar a acontecer porque embora já saiba o que é e como proceder, não se faz isto a uma mãe. Esta criança ainda me vai ' matar do coração'. Ai vai, vai.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Pague uma, leve três
Ele compra umas coisas pela internet, entre elas uma mochila de uma marca de surf ( não digo qual, não me venham cá a casa buscá-las), paga uma unidade, facturam uma unidade e quantas recebe ele? TRÊS!!!
Só a mim é que não me acontecem estas coisas.
E estimado como ele é, é caso para dizer que ganhou um 'lifetime supply' de mochilas.
Há gente com sorte neste mundo...
quinta-feira, 13 de junho de 2013
E não é que uma das avós ainda se despachou a tempo e conseguimos ir para a rambóia?!
????????????
So Gooooooood!!!!!
Trouxemos um manjerico para nos perfumar a casa e fazer perdurar o espítito dos Santos Populares. Pelo menos até eu o matar ( sem querer) que é basicamente o que acontece a todas as plantas desta casa...
Só em casa é que consegui ler a quadra do nosso manjerico, escolhido no meio da confusão e com pouca luz. E o que nos calhou foi:
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